Metropolis - Crítica


Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o Gustavo do canal A Cantina de Star Wars.

Ficção científica é um dos gêneros mais ricos do cinema, trazendo um paralelo de maravilhas tecnológicas com a realidade, muitos filmes usam o sci-fi para trazer alguma mensagem e/ou crítica sobre a sociedade, como Laranja Mecânica (1971), Matrix (1999), Avatar (2009) e Interestelar (2014), mas isso começou lá atrás no clássico alemão de 1927, do diretor Fritz Lang, Metropolis foi o filme que definiu a ficção-científica para sempre.



Em 2026, a cidade de Metropolis era controlada pelos ricos industriais que viviam suas vidas de luxo, enquanto a classe inferior trabalhava constantemente na parte subterrânea da cidade, sob o controle do magnata Joh Fredersen (Alfred Abel), mas seu filho Freder (Gustav Fröhlich) vivia despreocupado junto com outros filhos de ricos, até ver Maria (Brigitte Helm) e um grupo de crianças filhos de operários visitando a área rica da cidade e vendo como era a vida lá, Freder se encanta pela moça e vai atrás dela até o subterrâneo da cidade, onde presencia a explosão de uma máquina causada por um operário exausto de trabalhar, levando muitos operários à morte, então Freder corre para contar ao pai o que viu, enquanto um dos capatazes de Fredersen leva um mapa achado nos bolsos de um dos mortos, Fredersen leva o mapa para o inventor Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), que estava trabalhando no robô Machinenmensch para substituir sua amada Hel, que acabou se casando com Joh Fredersen e morrendo ao dar à luz a Freder. Enquanto isso, Freder vai até o subterrâneo e pede para trocar de lugar com um operário e faz seu trabalho exaustivo e acaba encontrando um mapa do bolso do uniforme do operário e vai junto dos outros operários até uma catacumba onde Maria liderava uma reunião secreta, onde ela profetizava um mediador que iria unir a classe operária com os ricos. Fredersen e Rotwang vão a essa reunião também e decidem dar a Machinenmensch a forma de Maria para poder sabotar os planos dela de unir as classes.


O filme tem uma história muito bem elaborada, uma forte crítica à Revolução Industrial e ao capitalismo, mostrando como os ricos e pobres viviam mundos completamente diferente na mesma cidade. A história usa da abordagem religiosa para falar sobre a união das classes e usa da metáfora da sociedade como um corpo, sendo os ricos a cabeça e os operários as mãos, e deveria haver um mediador que uniria os dois, o coração, sendo então "o mediador entre as mãos e a cabeça deve ser o coração". O filme também aborda os sete pecados capitais e o apocalipse, fazendo da história ser rica em conteúdo.

O desenvolver do filme também a fantástico, ele é misterioso na primeira metade e frenético na segunda, é um filme mudo, então a linguagem corporal dos atores é o que realmente conta e é um filme fácil de entender. O filme é um pouco longo, tem mais de 2 horas e 20 minutos de duração, mas em nenhum momento é cansativo. A produção é fantástica, tem belos efeitos visuais, ótimo figurino e cenários bem construídos, muitos filmes de ficção científica se inspiraram em Metropolis para representar uma sociedade futurista.


Metropolis tem um legado incrível e mesmo sendo um filme de 90 anos atrás, ele ainda é marcante e atual, com certeza é uma das melhores obras produzidas pelo cinema europeu, feito em uma época antes de Hollywood dominar o cinema. É uma obra que merece ser prestigiada, infelizmente o público atual não tem interesse por filmes antigos, por isso perde-se muita coisa boa devido à esse preconceito, como já disse na crítica de Cidadão Kane (click aqui e leia também). Esse filme está na minha lista do desafio de 52 filmes em 52 semanas, cada vez tenho conhecido filmes excelentes, vale a pena pegar os clássicos para assistir.

Metropolis (Metropolis, 1927)
Direção: Fritz Lang
Elenco: Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Brigitte Helm e Rudolf Klein-Rogge

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

2 comentários:

  1. Achei muito interessante a maneira em que terminou é filme. De forma interessante, o criador optou por inserir uma cena de abertura com personagens novos, o que acaba sendo um choque para o espectador, que esperava reencontrar de cara as queridas crianças. Desde que vi o elenco de A Torre Negra imaginei que seria uma grande produção, já que tem a participação de atores muito reconhecidos, Pessoalmente eu irei ver por causo do ator Matthew McConaughey, um ator muito comprometido. Filme A Torre Negra 2017 para Eles são uma ótima opção para entreter), além disso, acho que ele é muito bonito e de bom estilo.

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