Thor: Ragnarok (Crítica)


E aí pessoal, tudo bem? Aqui é o Gustavo, do canal A Cantina de Star Wars.

Podemos considerar Thor o personagem mais controverso da Marvel no cinema, seus filmes solos não convencem e suas participações nos filmes dos Vingadores não são grande coisa, até mesmo o seu vilão, Loki, ser o vilão do primeiro filme, a participação do Thor sempre foi algo mais bônus do que crucial. Thor: Ragnarok era a última chance de Thor mostrar o seu valor, foi a hora da Marvel aprender com os erros e parece que o estúdio fez a lição de casa e entregou o encerramento da até então fraca trilogia do Thor de uma forma mais aceitável.




A história se passa logo após os eventos de Vingadores: Era de Ultron (2015), Thor (Chris Hemsworth) estava viajando pelos mundos e quando volta para Asgard, se dá conta que Loki (Tom Hiddleston) estava no lugar de Odin, pai de todos (Anthony Hopkins), então sai em busca do pai, com ajuda do mago Stephen Strange (Benedict Cumberbatch); mas a ausência de Odin deixou Asgard vulnerável para o ataque de Hela, a deusa da morte (Cate Blanchett), que causaria o Ragnarok, o fim do mundo asgardiano. Porém, Thor acaba indo parar em um mundo onde vira um lutador estilo gladiador e tem que enfrentar ninguém menos que o Hulk (Mark Ruffalo) para conseguir fugir e voltar para casa a tempo de impedir o Ragnarok.


Uma coisa tem que ser dita de imediato: esse filme não se leva a sério em momento nenhum! Perceberam que Thor não conseguia ser um personagem sério e passar sentimentos pesados em seus filmes e que o humor fazia o personagem valer, então exploraram isso ao máximo nesse último filme, mas é ao máximo mesmo! O filme é recheado de momentos cômicos, nem dá pra chamar de alívio cômico, as partes sérias que tem que ser chamadas de "alívio sério". Infelizmente o filme está recheado de excessos e exageros desse lado, e faz piadas de muito tipos, tem sacadas boas, piadas com referências entre outros filmes, mas também tem piadas forçadas e muito humor pastelão e humor físico, fazendo o filme parecer mesmo um episódio de alto orçamento de Zorra Total. A montagem do filme foi muito infeliz na hora de trazer momentos sérios pro filme, porque quando fica sério, tem uma brusca quebra de ritmo, mas depois o filme volta pra sua zorra e as cenas sérias passam até batidas.

O filme foi muito mal produzido, editado e dirigido, as cenas de ação sofrem cortes bruscos pra outras cenas com outro ritmo e isso incomoda muito, os enquadramentos não são legais e a montagem do filme falhou feio. As atuações do filme são muito fracas também, Chris Hemsworth faz o de sempre, mas nem os atores bons nesse filme brilham, como o Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Anthony Hopkins, o melhorzinho é o Idris Elba como Heimdall, a atuação de Jeff Goldblum como Grande Mestre está patética e chega a ser irritante, e não fique pra ver a cena pós-créditos, porque é uma cena muito tosca com o Jeff Goldblum. O excesso de cores também é algo que incomoda muito, tem cena que tem tanta cor que chega a doer a vista, realmente o filme peca pelos exageros. E infelizmente a nossa maravilhosa Cate Blanchett é só mais um vilão da Marvel que não convence, pois ela tem pouco tempo de tela, poucas cenas realmente relevantes e seu desfecho na história é decepcionante, ela, assim como grande parte dos vilões dos filmes da Marvel, não representa uma ameaça, um personagem que nos faz temer, ainda mais que o protagonista e o vilão só se enfrentam duas vezes durante o filme. É mais um vilão que vai cair no esquecimento.


Apesar de grandes erros, o filme tem acertos consideráveis, como as referências a outros filmes do estúdio, o fan-service funcionou bem, e também tem referências aos quadrinhos, talvez esse seja o filme do MCU (Marvel Cinematic Universe) com mais fan-service, quem é chegado numa HQ vai pirar nas referências. O Hulk também foi um grande acerto, finalmente o Hulk foi bem adaptado no MCU, antes ele era retratado como um retardado que só sabia dar porrada, agora ele tem personalidade, ele fala, ele pensa, raciocina, foi o melhor Hulk desde O Incrível Hulk (2008), mas em compensação o Bruce Banner que foi retratado como um completo pateta, o Hulk sério, inteligente e sagaz do filme com o Edward Norton foi enterrado de vez com essa versão Alan Harper do Hulk que o Mark Ruffalo faz. O uso da música Immigrant Song do Led Zeppelin foi a grande chave da divulgação do filme, a primeira vez que a música toca no filme fica meio forçado e sem sentido, tentam uma sincronização com a ação, a primeira vez erram, mas na segunda vez que a música toca no filme fica sensacional. O CGI, efeitos visuais e figurinos estão bem legais, se tiver oportunidade, assista o filme em 3D porque compensa!

Outra coisa que esse filme trouxe foi o Thor usando o máximo do seu poder (não é spoiler porque aparece no trailer, né), infelizmente levamos cinco filmes pra ver o Thor como se deve, mas a forma como Thor atinge esse poder é muito ruim, porque além do filme quebrar uma cena de ação trazendo uma cena de discurso motivacional (que nem na série do Flash) com um ritmo completamente diferente, acabou ficando muito forçado e é uma coisa que poderíamos ter visto antes, o que deveria ser uma coisa incrível, não causou muito impacto.


Concluindo: não é um filme maravilhoso, mas dá pra passar 2 horas se divertindo, o filme não agrega muita coisa pra Vingadores: Guerra Infinita, mas põe o Thor e o Hulk numa posição pro próximo filme, de fato foi o melhor filme do Thor (mas também a concorrência né...), mas não passa nem perto de ser um dos melhores filmes da Marvel, tem problemas de produção, problemas de roteiro e problemas de ritmo. É um filme engraçado, é a principal característica do filme, tanto que essa versão comédia do Thor foi bem aceita pelo público e crítica, tem 96% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a melhor marca que a Marvel já atingiu, atingiu 8,2/10 no IMDb e 74/100 no Metacritic, as reações desse filme estão bem divididas entre quem gostou muito e quem gostou quase nada, isso vai depender muito do tipo de filme que te agrada, pra quem vos escreve foi um filme do Thor a lá Adam Sandler e eu não gosto do Adam Sandler. Reforço: se você quer passar 2 horas se divertindo, dando risada e vendo cenas de ação, o filme é recomendado, agora se você procura um filme com história bem feita, com profundidade, bem desenvolvida e personagens marcantes, nem perca seu tempo, sua  recepção a esse filme vai depender muito do tipo de filme que te agrada.

O caminho pra Guerra Infinita começou a ser trilhado, a Marvel chutou o balde com esse filme e deixou ele só na zoeira, mas Pantera Negra vem aí prometendo ser o filme sério e sóbrio que precisamos antes de ver o tão esperado Vingadores: Guerra Infinita.

Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok, 2017)
Direção: Taika Waititi
Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Anthony Hopkins, Idris Elba, Tessa Thompson, Mark Ruffalo, Jeff Goldblum, Karl Urban e Benedict Cumberbatch.

Nota: ⭐⭐⭐

3 comentários:

  1. Eu vi esse filme, eu achei muito fodaa!!! Tinha bastante comédia no filme, pra mim foi o melhor filme do Thor.

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    1. hahah, que legal! Pena que aqui no blog a gente não achou muito bom hahah

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  2. O trabalho de Idris Elba no filme é bom. Idris Elba esta impecável tambem no filme A Torre Negra. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Adoro porque sua atuação não é forçada em absoluto. Suas expressões faciais, movimentos, a maneira como chora, ri, ama, tudo parece puramente genuíno.Ancho que este é umo dos melhores Idris Elba movies é bom ator, porque tem muitos fãs que como eu se sentem atraídos por cada estréia cinematográfica que tem o seu nome exibição. Além, acho que a sua participação neste filme.

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