30 abril 2018

Vingadores: Guerra Infinita - Crítica (sem spoiler)


Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o Gustavo (Lorde Binks) do canal A Cantina.

Foram 10 anos de Universo Cinematográfico Marvel, 18 filmes, diversos personagens apresentados e todos os caminhos levavam a um lugar só: GUERRA INFINITA. O MCU foi moldado para acompanharmos todos os Vingadores se unindo, apresentando quase todas as joias do infinito para vermos os heróis enfrentando o titã Thanos, impedindo-o de reunir todas as joias e destruir metade do universo de uma só vez.


No filme acompanhamos a busca de Thanos (Josh Brolin) para reunir todas as joias do infinito, com o objetivo de ter o poder de destruir metade do universo na intenção de pacifica-lo, entendendo que o excesso de seres vivos é a causa da destruição da vida e matar metade dos seres traria paz e equilíbrio para o universo. Durante sua jornada ele encontra diversos membros dos Vingadores e outros heróis que tentam impedi-lo de concluir seu objetivo genocida, defendendo a todo custo cada joia localizada em diversos lugares.


A história do filme é extremamente simples, não tem muita profundidade ou muitas camadas para serem exploradas, mas dá pra entender a motivação do vilão e a gente até compra a história dele, a Marvel não é muito famosa por ter bons vilões no cinema, mas ultimamente vem acertando - e Thanos foi um dos acertos. O filme é longo, são quase duas horas e meia, mas não perde tempo explorando histórias, levando em consideração que teve 18 filmes antes desse pro público entender o que tá acontecendo, não tem histórias paralelas ou sub-tramas, mas divide sua histórias em núcleos, ou seja, cada momento da história tem um grupo de personagens, cada um em um lugar diferente e fazendo algo diferente, mas com o mesmo objetivo: impedir Thanos.

O ator de grande destaque do filme foi o Robert Downey Jr., aqui ele entrega sua melhor interpretação de Tony Stark/Homem de Ferro e foi um dos melhores personagens do filme, ao lado do Doutor Estranho. No geral os atores entregam atuações fracas, muitos não conseguiram segurar a carga dramática que o filme traz, mas, os que mandaram bem, se destacam bastante.


Com diversas perspectivas e núcleos diferentes, o filme até equilibra bem o tempo de tela de cada um no filme, mas no ápice se atrapalham um pouco na hora de dar espaço pra cada lado da história, sendo que houve muitos cortes durante cenas de ação e ia pra outra cena com algo completamente diferente, até mesmo sem nenhuma ação, atrapalhando o ritmo do filme, a edição do filme deixou a desejar, mas acertaram bastante nos efeitos visuais: não foi aquela coisa mega artificial como vimos no filme do Pantera Negra (talvez o tão desejado Oscar da Marvel Studios chegue agora); o filme também tem uma bela fotografia, outra categoria onde os filmes da Marvel não se destacam tanto. Nas cenas de ação não teve aquela maldita câmera tremida em movimento que nem teve em Capitão América: Guerra Civil (2016), que atrapalhou muito pra gente conseguir enxergar o que tava acontecendo, o fato do filme ter sido feito todo em IMAX contribuiu para o não uso dessa técnica de filmagem irritante.

A Marvel reuniu nesse filme todas as características do seu universo cinematográfico, entre elas o excesso de cores e o humor, mas aqui usado de forma coerente, as cores são bem equilibradas, há cenas coloridas como há cenas escuras, não foi aquele negócio de doer a vista como em Thor: Ragnarok (2017 - leia a crítica aqui) e o humor foi também usado, não teve aquela palhaçada de parar cena de ação pra colocar piada, como em Guerra Civil ou nos outros dois filmes dos Vingadores, e quase não teve aquele humor pastelão de Thor: Ragnarok, digamos que 85% das cenas de humor foram bem encaixadas, o único defeito que posso apontar agora é que continuaram usando a imagem pateta do Bruce Banner (Mark Ruffalo) igual no último filme do Thor, que realmente estragou o personagem, com piadas forçadas e desnecessárias - um filme grandioso com alívios cômicos bem encaixados, com direito a diálogos sarcásticos bem adicionados, não precisava nada disso, foi uma parte extremamente apelativa quase pedindo "pelo amor de Deus, dê risada".


Se tratando do tempo de tela, teve personagem que brilhou demais, roubou a cena e destacou muito, mas teve personagem principal que foi bem apagado e não fez muitas coisas, a gente espera que em Vingadores 4 eles tenham mais espaço. Quanto a parte dramática do filme, chega ser triste em alguns momentos, mas não o suficiente para arrancar lágrimas, os diretores (Anthony e Joe Russo) mostraram-se um pouco limitados ao construir cenas dramáticas, não chegaram a ser bem dirigidas como James Gunn fez no final de Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017), mas não comprometem o filme, e como já disse antes, o elenco também não conseguiu passar a carga dramática que o filme propôs, salvo algumas exceções, mas o foco do filme mesmo são as cenas de ação.

Concluindo: a Marvel entregou o filme que prometeu, mas o filme não atingiu as expectativas de ser o melhor filme de todos os tempos, mas tenho que admitir que esse foi um dos melhores trabalhos da Marvel Studios. Pra mim, não superou clássicos como Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), Guardiões da Galáxia (2014) e Homem de Ferro (2008), mas é um filme muito competente, vale o ingresso. Não ficarei surpreso se esse filme for premiado ou bater recordes de bilheteria. O filme encerra deixando quem assiste perplexo e pensando no que virá em Vingadores 4.



Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, 2018)
Direção: Anthony e Joe Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Elizabeth Olsen, Don Cheadle, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Tom Hiddleston, Idris Elba, Benedict Wong, Gwyneth Paltrow, Karen Gillan, Peter Dinklage, Benicio del Toro e Josh Brolin.

Nota: ⭐⭐⭐⭐

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